domingo, 7 de junho de 2015

O Leão A Feiticeira e o Guarda-Roupa: O Cristianismo e o Leão





O Leão a feiticeira e o Guarda-Roupa conta a história de quatro crianças que se refugiaram na casa de um professor para fugir da segunda guerra mundial. Essas crianças, que se chamam: Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro, vão encontrar um guarda-roupa em um dos quartos da casa que vai servir como um portal para uma terra misteriosa chamada Nárnia. Nárnia é habitada por faunos, Dríades, Centauros etc... Eles vivem dominados pela feiticeira branca que se chama Jadis. Em Nárnia sempre é inverno devido à maldição da Feiticeira Branca, mas existia uma profecia de que o mal seria abolido quando a carne de Adão se assentasse no trono de Cair Paravel.

Quando a carne de Adão,
Quando o osso de Adão,
Em Cair Paravel,
No trono sentar,
Então há de chegar
Ao fim a aflição.


Sabendo da existência dessa profecia a Feiticeira Branca vivia temendo que ela se cumprisse. Os habitantes de Nárnia ansiavam pela chegada de Aslam, pois quando ele chegasse todo mal seria dissipado, o Sr. Castor diz isso com muita clareza:

O mal será bem quando Aslam chegar,
Ao seu rugido, a dor fugirá,
Nos seus dentes, o inverno morrerá,
Na sua juba, a flor há de voltar.
– Quando vocês virem Aslam hão de entender tudo.


Os narnianos tinham a esperança de que um dia Nárnia voltaria a ser como antigamente, quando eles cantavam, dançavam com as Dríades e trocavam presentes ao som das baladas de Nárnia. Assim como os judeus dos tempos de Cristo, que acreditavam que o Messias viria e os libertaria do julgo de Roma e estabeleceria a paz em Israel, os habitantes de Nárnia acreditavam que com a vinda de Aslam tudo se resolveria, podemos notar que Aslam é o personagem central do livro, em torno dele se desenrola a história da Criação, Redenção e Consumação.  Veith comenta que a figura de Aslam é a alma de toda a série As Crônicas de Nárnia. Com Aslam, a fantasia torna-se uma alegoria. Aslam é o centro do significado das histórias e a principal fonte de sua visão. Aslam sem dúvida é o símbolo de Lewis para Jesus Cristo[1]. O Próprio Lewis escrevendo para um amigo disse que:
Na realidade, entretanto, ele (Aslam) é uma invenção na tentativa de responder à pergunta imaginária, “Como Cristo seria se realmente houvesse um mundo como Nárnia e ele escolhesse encarnar, morrer e ressuscitar, como já fez em nosso mundo?” (Lewis, em carta para um amigo).[2]
A palavra “Aslam” é simplesmente um termo persa que significa Leão[3], nas escrituras Jesus é retratado como “Leão de Judá, a Raiz de Davi, aquele que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos.”[4]. Alguns Cristãos se preocupam com a descrição que Lewis faz de Cristo como um leão. Isso poderia ser idolatria? Mais uma vez, como vimos, o Leão é um símbolo bíblico que representa Cristo, por isso é impossível haver algo intrinsecamente errado com o uso desse símbolo em uma história[5].
Colin Duriez comentando sobre As Crônicas diz que, no centro da teologia de Nárnia está, certamente, Aslam, que é a encarnação do divino na forma corporal (no caso de Nárnia, o corpo de um leão falante). Lewis considera a encarnação como a doutrina central da fé cristã[6].
A imagem de um Leão como protetor, criador, etc... Provoca um sentimento de medo e alegria ao mesmo tempo, algo que Lewis chamou de Numinoso[7]. “Lewis passou a crer que somente em Cristo é possível encontrar uma doutrina e uma história que inspira alegria e terror, beleza e medo.” [8]  Quando o Sr. Castor diz às crianças que elas devem se encontrar com Aslam na Mesa de Pedra, Suzana fica receosa com medo de encarar um Leão, ela indaga se ele é inofensivo, ao que o Sr. Castor responde: “Ele não é inofensivo, mas ele é bom”. Por outro lado, o simples fato de mencionar o nome de Aslam causava os melhores sentimentos aos seus ouvintes, ou os piores, no caso de Edmundo, podemos ver isso em uma conversa das crianças com o Sr. Castor:
– Dizem que Aslam está a caminho; talvez até já tenha chegado.

E aí aconteceu uma coisa muito engraçada. As crianças ainda não tinham ouvido falar de Aslam, mas no momento em que o castor pronunciou esse nome, todos se sentiram diferentes. Talvez isso já tenha acontecido com você em sonho, quando alguém lhe diz qualquer coisa que você não entende, mas que, no sonho, parece ter um profundo significado – o qual pode transformar o sonho em pesadelo ou em algo maravilhoso, tão maravilhoso que você gostaria de sonhar sempre o mesmo sonho. Foi o que aconteceu. Ao ouvirem o nome de Aslam, os meninos sentiram que dentro deles algo vibrava intensamente. Para Edmundo, foi uma sensação de horror e mistério. Pedro sentiu-se de repente cheio de coragem. Para Susana foi como se um aroma delicioso ou uma linda ária musical pairasse no ar. Lúcia sentiu-se como quem acorda na primeira manhã de férias ou no princípio da primavera.

Nas Crônicas de Nárnia percebemos que a volta de Aslam é precedida pela chegada do Papai Noel que marcava o fim do inverno e a ruina do reino do mal, algo que deixou a Feiticeira Branca muito desconcertada, pois ela percebeu que seu domínio estava com os dias contados. Veith comenta que sob o domínio da feiticeira, há sempre inverno, mas nunca Natal, a chegada de Aslam significa a quebra do feitiço. Agora não só o inverno está passando, mas o Natal também chega! Inúmeros críticos não gostam dessa cena. Dizem que ela mistura uma lenda de nosso mundo com Nárnia, violando o mundo fechado da fantasia. A cena do Bom Velhinho tem uma importante função simbólica, ela relaciona o Natal à chegada de Aslam. Portanto, ressalta o significado de Lewis, para que não haja dúvida alguma. A figura de Aslam no mundo da fantasia representa Cristo no mundo real[9].
Quando lemos o livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa descobrimos que Edmundo, que era irmão de Pedro, Susana e Lúcia, havia os traído e se juntando à Feiticeira Branca, pois pensou que receberia mais manjar turco e que juntamente com a Feiticeira governaria Nárnia e inclusive Pedro, seu irmão, que às vezes o repreendia por suas infantilidades. Por ter traído seus irmãos Edmundo deveria morrer, pois a Lei exigia que o sangue do traidor fosse derramado. Nesse período Aslam aparece e voluntariamente se entrega como um substituto de Edmundo. Ele decide morrer para que Edmundo pudesse viver. Alister McGrath diz que,

Aslam concorda em agir como um substituto de Edmundo. Ele morrerá para que Edmundo possa viver. Sem ter consciência do que está prestes a acontecer, Lúcia e Suzana seguem Aslam enquanto ele caminha rumo à Mesa de Pedra, para ser atado se aceitar a própria morte pelas mãos da Feiticeira Branca. A cena é tão comovente quanto horrenda, e se assemelha em alguns pontos – não em todos – aos relatos do Novo Testamento sobre as horas finais de Cristo no Getsêmani e sua subsequente crucificação. Aslam é sacrificado, entre os uivos da multidão, que zomba do agonizante[10].

Aslam foi humilhado e sofreu todas as afrontas calado, por fim, ele foi morto, e seu corpo ficou ensanguentado sobre a Mesa de Pedra, nesse momento Lúcia e Susana que estavam vendo tudo escondidas, se aproximam, e começa a acariciar o rosto de Aslam e a chorar profundamente.  Quando começou a ficar tarde elas sentindo frio começaram a olhar para o mar e para Cair Paravel quando algo inesperado aconteceu, veio um barulho muito forte, quando elas olharam para a Mesa de Pedra viram que ela havia se fendido (assim como o véu do templo) e que o corpo de Aslam não estava mais lá. Elas ficaram desesperadas pensando que alguém havia roubado o corpo de Aslam.

– Oh! Oh! Oh! – gritaram as meninas, correndo para a mesa.
– Isso é demais! Podiam ao menos ter deixado o corpo em paz.

Depois tudo inesperadamente se transforma. Aslam retorna à vida. As testemunhas desse momento dramático são somente Lúcia e Susana, num paralelismo com o Novo Testamento em que as primeiras testemunhas da ressureição de Cristo foram três mulheres[11]. Quando elas avistaram Aslam ressuscitado se atiraram sobre ele e o cobriu de beijos. Aslam explica que a Feiticeira Branca não conhecia a magia mais profunda que dizia que se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa estalaria e a própria morte começaria a andar para trás.
McGrath comenta que “Assim, Aslam revive e Edmundo é libertado de qualquer reinvindicação legítima da Feiticeira Branca. E mais coisas vão acontecer. O pátio do castelo da Feiticeira Branca está repleto de narnianos que foram petrificados pela Feiticeira. Depois de sua ressureição, Aslam arromba a porta do castelo, irrompe no pátio, sopra sobre as estátuas e as restaura para a vida. Finalmente ele conduz o exército liberado pelas portas arrombadas da outrora grande fortaleza para lutar pela liberdade de Nárnia”.[12]
Por fim, a Feiticeira e seu exército são derrotados em uma batalha liderada por Pedro e Aslam e Nárnia volta a ser como antigamente. Podemos perceber que Aslam é um símbolo do verdadeiro Leão, Jesus Cristo. Edmundo simboliza o ser humano aprisionado pelo pecado. A feiticeira Jadis é uma figura do reino do mal. A auto entrega de Aslam, seu sacrifício e sua volta à vida representam a crucificação e ressurreição de Jesus.


Aslam não pode se tornar um ídolo?


Algumas pessoas podem pensar que a descrição de Cristo como um Leão (Aslam) possa levar à idolatria, ou até mesmo levar alguém a adorar Aslam. Um jovem por nome Laurence de 9 anos de idade estava preocupado com medo de amar mais a Aslam que Jesus, sua mãe escreveu para Lewis relatando o fato, ao que Lewis respondeu:


Laurence não pode, de fato, amar mais Aslam do que a Jesus, mesmo que sinta que é isso que está fazendo. Ora, as coisas que ele gosta de ver Aslam fazer ou dizer são simplesmente as coisas que Jesus realmente fez e disse. De maneira que, ao achar que está amando Aslam, Laurence está realmente amando á Jesus: e talvez o amando mais do que já amou antes. Sem dúvida, há uma coisa que Aslam tem que Jesus não tem – quero dizer, o corpo de um Leão (...). Agora se Laurence está preocupado porque acha que o corpo de um Leão parece mais bonito para ele do que o corpo de um homem. Não acho que ele precise se preocupar. Deus sabe perfeitamente como funciona a imaginação de um menino (afinal, foi ele quem a criou) e sabe que, em uma determinada idade, a ideia de animais falantes e amigáveis é muito atrativa. Portanto, não que ele se importa se Laurence gosta do corpo de um Leão. E, de qualquer maneira, Laurence descobrirá, quando ficar velho, que essa sensação (de gostar mais do corpo de um leão) desaparecerá sozinha, sem que ele tenha qualquer dificuldade nesse sentido. Por isso ele não precisa se preocupar.[13]

Lewis sugeriu que Laurence orasse a Deus pedindo que ele tirasse todo sentimento ruim do seu coração, e orasse por Lewis também, para que Deus o perdoasse se acaso houvesse causado mal á alguma criança com seus livros, algo que não era a intenção. Lewis observou que geralmente a maioria das crianças conseguiam identificar que Aslam é Jesus. Em uma carta para uma menina de 11 anos chamada Hila, ele a ajudou a fazer a relação de Aslam com Jesus.


Quanto ao outro nome de Aslam, eu quero que você adivinhe. Já houve alguém neste mundo que: (1) chegou no tempo do natal, (2) disse ser o filho do grande imperador, (3) entregou-se a si mesmo por causa da falta de outra pessoa, para ser zombado e morto por pessoas ímpias, (4) voltou à vida e (5) refere-se algumas vezes a ele como cordeiro? Você tem certeza que não sabe mesmo seu nome neste mundo?[14]
A garotinha havia perguntado sobre o outro nome que Aslam diz ter em a Viagem do Peregrino da Alvorada, vejamos a passagem:
  

– Nosso mundo é Nárnia – soluçou Lúcia.
– Como poderemos viver sem vê-lo?
– Você há de encontrar-me, querida – disse Aslam.
– Está também em nosso mundo? – perguntou Edmundo.
– Estou. Mas tenho outro nome. Têm de aprender a conhecer-me por esse nome.
– Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.
Lewis mostra claramente a relação existente entre Cristo e Aslam.



O Pecado de Edmundo

Edmundo, depois de Lúcia, foi o primeiro a entrar em Nárnia. Lewis narra que ele, ao entrar, teve um encontro com a Feiticeira Branca. Quando se encontra com a Feiticeira, Edmundo admira a beleza dela, e ela pergunta o que ele gostaria de comer, ele pede Manjar Turco, ao que ela responde lhe dando o melhor Manjar que ele poderia comer. Enquanto come o manjar ele conta tudo o que ela queria saber, inclusive que sua irmã, Lúcia, já havia estado ali e conhecera um fauno. Quando o manjar acaba, Edmundo pede mais, ao que a Feiticeira diz que só lhe daria mais se ele trouxesse seus irmãos para ela conhecer. Edmundo deseja o manjar da feiticeira e fará qualquer coisa para obtê-lo, inclusive trair seus irmãos, não se importando com as consequências de seus atos. “Os prazeres do pecado são assim, Edmundo fica viciado no manjar turco da feiticeira, de igual modo, os viciados em drogas desenvolvem tais desejos a ponto de mentirem, roubarem e até matarem para conseguir outra porção delas (...). Uma das características de um vício é que, à medida que o desejo aumenta, o verdadeiro prazer diminui, exigindo cada vez mais estímulo para se alcançar o efeito desejado (...). O manjar turco também simboliza o sentido em que o pecado escraviza.”[15]. O pecado promete liberdade, mas o que verdadeiramente ele nos dá é a escravidão[16].
Edmundo havia se tornado escravo de seus desejos, a ponto de fazer qualquer coisa para saciá-los. Em O Senhor dos Anéis o objeto utilizado para representar essa verdade é o Um Anel, que torna Gollum seu escravo, faz dele um ser miserável, e egoísta, que matou o próprio amigo para ficar com o anel, em virtude disso ele vivia isolado em uma caverna, na escuridão e na agonia.
Quando chega à casa da Feiticeira, Edmundo implora por Manjar. Mas, ao contrário disso, o que ele recebe é um pedaço de pão seco e uma estada no calabouço. Como ocorreu com Golum, Edmundo estava isolado, na escuridão e agonia. Todo aquele que se torna escravo do pecado termina como Edmundo, sendo um escravo de sua vontade e de seus desejos. Edmundo, como mencionado anteriormente, representa o pecador. Cuja vontade é totalmente sujeita aos seus desejos mal direcionados. O que a feiticeira fez foi simplesmente apelar para o próprio ego de Edmundo, prometendo que lhe daria todos os manjares que desejasse, e que ele um dia chegaria a reinar, inclusive sobre seus irmãos. Edmundo descobriu de uma forma muito difícil, que não se pode confiar nas promessas da Feiticeira, e que ele havia cometido muitos erros, inclusive com sua irmã Lúcia. Ele recordou de quando, apesar de ter confessado à Lúcia que também havia atravessado o Guarda Roupa, a desmente na frente de seus outros irmãos. Edmundo fez isso mesmo vendo-a contando-lhes, toda contente, que ele poderia confirmar a história dela. Na ocasião ele, maldoso, se vira contra sua irmã e diz que inventou tudo[17]. Podemos perceber que, Edmundo se mostrou cruel, mesquinho e egoísta, ele sentiu prazer em debochar de Lúcia, mesmo sabendo que ela estava dizendo a verdade.
Depois de sua experiência com a Feiticeira Branca Edmundo descobriu que os prazeres do pecado logo deixam de ser prazeres. Todo prazer, no final, vem de Deus, e somente os prazeres exercidos na sua vontade poderão satisfazer o homem verdadeiramente. Após ser resgatado, Edmundo arrependido, se encontra com Aslam que o chama de lado para terem uma longa conversa, quando Edmundo volta, Aslam diz que não é necessário se lembrar do passado, o que passou deve ser esquecido. Algo aconteceu com Edmundo após ter conversado com Aslam, porque ele está diferente de antes, ele pede desculpas para Lúcia, Susana e Pedro e todos o aceitam. Edmundo passa a se importar com Nárnia e os outros, a ponto de querer ficar e lutar por Nárnia. Todos que se encontram verdadeiramente com Aslam são mudados. Pedro, por exemplo, se tornou um grande líder e Edmundo criou maturidade e deixou de ser egoísta.
 
REFERÊNCIAS
AS CRÔNICAS DE NÁRNIA E A FILOSOFIA: O Leão a Feiticeira e a visão do Mundo. Editores, Gregory Bashram e Jerry L. Wall; Tradução de Marcos Malvezzi. São Paulo: Madras, 2006.
O EVANGELHO DE NÁRNIA: Ensaios para decifrar C.S. Lewis / Gabriele Greggersen org – São Paulo: Vida Nova, 2006.
A ALMA DE O LEÃO A FEITICEIRA E O GUARDA ROUPA / Gene Veith; Tradução de Valéria Lamim Delgado Fernandes. – Rio de Janeiro: Habacuc. 2006.
DESCUBRA NÁRNIA – VERDADES EM: As Crônicas de Nárnia de C.S. Lewis, Christin Ditchfield. Tradução Hedy Maria Scheffer Silvado – Curitiba / PR. Publicações RBC.
MANUAL PRÁTICO DE NÁRNIA. Colin Duriez; Tradução Celso Roberto Paschoa. – Osasco, SP. Novo Século Editora, 2005.
A VIDA DE C.S. LEWIS: DO ATEÍSMO ÀS TERRAS DE NÁRNIA. Alister MacGRATH; tradução Almiro Pisetta. – São Paulo: Mundo Cristão. 2013.
APOLOGÉTICA CRISTÃ PARA O SÉCULO 21. Louis Marrkos. Central Gospel. Rio de Janeiro, 2013.






[1] A Alma de O Leão A Feiticeira e o Guarda Roupa. Gene Veith. 2006, p. 58.
[2] Apud. Descubra Nárnia, Christin Ditchfield, p. 53.
[3] Id Veith 2006, p. 60.
[4] Apocalipse 5.5
[5] Id Veith 2006, p. 69.
[6] Colin Duriez. Manual Prático de Nárnia. Novo Século editora. 2005, p. 63.
[7] Numinoso: Termo criado por Rudolf Otto em seu livro O Sagrado
[8] Louis Markos. Apologética cristã para o Século 21. Central Gospel. 2013, pp. 82-83.
[9] Id Veith 2006, p. 68-69.
[10] Alister McGrath. Do Ateísmo às Terras de Nárnia. Mundo Cristão. 2013, p. 307.
[11] Id 2013, p. 308.
[12] Id 2013, p. 308.
[13] Id Veith 2006, p. 72
[14] Apud. Org. Gabriele Greggersen. Vida Nova. 2006, p. 24.
[15] Id Veith 2006, p. 53-54
[16] João 8.34
[17] As Crônicas de Nárnia e a filosofia. O leão a Feiticeira e a visão de mundo. Coordenação William Irwin. Madras. 2006, p. 43.

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